A corrida contra o tempo
Será que alguém ainda escreve e lê blog em pleno 2026?
Não sei!Mas eu quis fazer este blog para mim mesma, porque tenho tantas coisas para falar sobre o que acontece com a mulher 'Depois de Quarentar'.
Eu nunca imaginei que seria tão libertador, mas que também viria acompanhado de uma pressa em viver TUDO, e isso me surpreende.
Mas sabe o que é o mais desafiador?
É a corrida contra o tempo.
É achar que não vai dar tempo de realizar tudo, que vou morrer e não vou conseguir viver tudo o que quero.
Dia desses eu tinha 30 e poucos anos e estava totalmente perdida e sem direção na vida.
Hoje tenho 44 anos e sinto que descobri o que realmente quero, entendi os macetes da vida adulta e, principalmente, passei a viver de forma mais completa.
Mas daí vem o desespero de descobrir que, quando eu tinha fôlego e saúde sobrando, eu não sabia o que era viver, pois minha mente não era boa o suficiente.
E agora que meus pensamentos começaram a se organizar e que eu finalmente descobri o meu potencial como mulher, o meu físico já não me acompanha mais!
Aos 30 me faltava direção, mas sobrava saúde.
Aos 40 encontrei o caminho, mas o corpo já não responde como antes.
Não que eu esteja doente.
Eu não estou.
Mas tem coisas naturais para o meu corpo de 44 anos que a minha cabeça de 30 anos não quer aceitar, tais como perimenopausa, hipotireoidismo, resistência à insulina, deficiência de vitaminas, principalmente a D, e que, quando tudo isso se soma, desafia justamente a mulher que resolveu, depois de quarentar, se exercitar todos os dias, cuidar da alimentação, ter ajuda da canetinha emagrecedora, já que estou falando de um corpo que até novembro/25 pesava 106,5 kg, e que atualmente está com 92,5 kg.
E essa mulher decidiu que vai ticar toda a sua listinha de sonhos enquanto o seu corpo ainda responde, mesmo que lentamente, aos estímulos.
É papo de correr contra o tempo, principalmente quando você sente que sua infância e a sua adolescência foram roubadas de você, e aos 20 e tantos anos você estava correndo atrás de viver o que não lhe foi permitido nessas fases.
Tudo isso que estou descobrindo e vivendo hoje eu gostaria de ter vivido aos 20/30 anos.
Mas tô aqui lidando com o que tenho hoje, da maneira que eu posso e consigo, e sabe o que fica de lição?
Embora eu me sinta atrasada, eu estou no meu tempo.
O presente é o agora!
Perdi anos da minha vida existindo em vez de viver?
TALVEZ!
Mas o que posso fazer agora com os anos que ainda tenho pela frente senão viver de verdade?
Por hoje é isso, mas volto em breve com mais reflexões e pequenas conquistas dessa fase tão complexa da vida de uma mulher...
Bjs pra mim, que com certeza sou a única leitora (além de escritora) desse blog.

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