Como comecei a manifestar meu casamento aos 13 anos
Esse ano, mais precisamente em 25 de junho, eu e meu marido completamos 15 anos de casados. Sim, nós debutamos!
Íamos comemorar no Chile, mas por motivos da agenda de trabalho dele tivemos que cancelar uma viagem que já estava praticamente paga, mas que valeu muito a pena, pois a viagem do Chile virou algo lindo e precioso demais. Mas isso eu conto no próximo post.
Mas voltando aos 15 anos de casados, dizem que nessa idade as Bodas são de Cristal. Isso me faz lembrar que no ano de 2011, ano em que casamos, eu tinha um blog em que eu compartilhava os preparativos do meu casamento e o pós-casamento também. E em cada mesversário de casados, eu fazia uma comemoração temática e postava no antigo blog. Foram desde as Bodas de Beijinhos até as Bodas de Chiclete. E eu amava!
Como não conseguimos ir ao Chile, decidimos pegar um chalé bem gostoso na cidade de Nazaré Paulista, interior de São Paulo, e ficamos por lá de 09 a 12 de julho. Foram dias maravilhosos.
Como contei no último post, eu tinha acabado de sofrer mais uma perda gestacional. Estar em um lugar de paz, no meio do mato, foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido, lembrando que o chalé já estava reservado antes mesmo de eu testar positivo para uma gravidez.
Também fizemos inúmeras atividades juntos: tivemos a noite da pizza, em que montamos nossas próprias pizzas, preparamos refeições deliciosas, aproveitamos a hidromassagem com direito a banhos de espuma, praticamos exercícios de TRE, torcemos contra a Argentina no embate contra a Suíça, montamos e degustamos tábuas de frios, brindamos com muitas taças de vinho e tivemos um bolinho para celebrar os 15 anos.
E ainda tivemos uma noite de pintura, em que produzimos nossas próprias telas, com o tema "Universo".
Também conseguimos ter nossos momentinhos sozinhos, eu aproveitei o tempo livre para adiantar bem o livro que estou lendo atualmente, O Poder Dentro de Você, de Louise L. Hay.
No chalé havia um toca-discos, a antiga vitrola, como minha mãe chamava. Também havia discos de Tim Maia, Legião Urbana e o disco tema do filme Ghost - Do Outro Lado da Vida. Ouvimos todos e foi muito gostoso desbloquear essa memória dos anos 80. Eu saí de lá com vontade de adquirir uma para chamar de minha.
Foram dias incríveis, que amei cada minutinho!
Voltamos para a nossa rotina em São Paulo com o coração grato pelas trocas genuínas que tivemos e que na correria da cidade grande acabamos sempre deixando para depois.
E esses dias me fizeram perceber que é impossível olhar para o meu casamento sem pensar na Lei da Atração.
Fui criada por mãe solo, com pai totalmente ausente e não tive um exemplo de casamento para seguir dentro de casa.
Em contrapartida, cresci na igreja evangélica e todo final de semana eu presenciava um casamento acontecendo e acabava acompanhando, mesmo que à distância, a evolução daqueles casais.
Alguns se tornavam pais poucos meses depois de casar e, consequentemente, faziam um filho atrás do outro, enfrentando muitas dificuldades financeiras e sempre esperando por um milagre. Eram exatamente o que eu não queria para minha vida.
Outros iam na contramão do esperado. Curtiam um ao outro enquanto construíam uma vida juntos, viajavam, descobriam o mundo. Ah! Esses eu admirava demais.
Por causa deles, eu ficava horas com um caderno e uma caneta nas mãos, aos 13 anos, desenhando como seria meu vestido de noiva, detalhando a decoração da igreja, escolhendo as flores, imaginando quantas daminhas teria e até como seria a entrada das madrinhas.
Ficava horas imaginando e escrevendo como seria o meu marido, suas características, o que faríamos juntos, o quanto cresceríamos juntos, as viagens que faríamos juntos, mas enquanto eu fazia isso, tinha um lado meu que me reprovava porque dentro da crença que eu tinha sobre casamento, eu deveria ter filhos e estar em casa limpando, lavando e cozinhando, enquanto meu marido sairia para trabalhar e ganhar o pão de cada dia. Mas mesmo me sentindo culpada, eu me sentia feliz ouvindo meu lado "rebelde" dizendo que eu podia ser o que eu realmente quisesse.
E hoje, quando olho para trás, eu vejo o quanto eu fui abençoadíssima na escolha do meu parceiro de vida. Vivi a cerimônia de casamento dos meus sonhos, do jeitinho que eu queria e ele respeitou cada decisão minha.
Foi só depois de casada que eu consegui ter tranquilidade para estudar, passar em um concurso público, iniciar e concluir a minha faculdade e me preparar para conquistar o emprego dos sonhos. Foi estando casada que eu consegui realizar sonhos de criança como conhecer a Disney e a Xuxa (contarei em breve). Foi casada com ele que eu comecei a tratar meus traumas em terapia e que entendi a importância de trabalhar no meu autoconhecimento. Foi dentro do meu casamento que consegui ter liberdade para ser exatamente quem eu sou enquanto mulher e ser respeitada pelas minhas escolhas de vida.
E o mais gostoso de tudo isso é que enquanto eu me desenvolvia como indivíduo, eu ainda pude conquistar meu espaço enquanto mulher, e pude fazer somente o que eu queria fazer enquanto esposa, sem ter que cumprir com uma lista de regras e obrigações que a religião e a sociedade impõe. Então cozinhar para o meu marido sempre foi prazeroso, porque nunca se tratou de uma obrigação minha, já que ele foi muito bem criado para entender que a esposa é parceira e não uma empregada. E embora hoje em dia isso tenha ficado cada vez mais comum, em 2011 não era assim. Sempre fomos muito julgados por casais com quem convivíamos na época e que, por incrível que pareça, muitos deles já nem estão mais juntos.
Meu casamento aconteceu em 2011, mas eu comecei a co-criação dele aos 13 anos.
Hoje, enquanto escrevo este texto, meu esposo não tem acesso ao meu blog, mas se por algum motivo algum dia ele vir a ter, eu quero deixar um registro aqui:
- Amor, eu sou muito grata por desde cedo ter aprendido a ser movida a sonhos, porque isso me permitiu detalhar para Deus quais características eu gostaria que meu parceiro tivesse e dividir o mesmo espaço-tempo contigo só me mostra que vale a pena acreditar que eu posso ser e ter TUDO que eu quiser. Você é a materialização de tudo que eu pedi a Deus no auge da minha adolescência. E eu te amo muito exatamente como você é. Obrigada por me escolher todos os dias.
Por hoje é isso. Volto em breve!
Um beijo pra mim.





Comentários
Postar um comentário